Sábado, 19 de Maio de 2012

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Estádio do Dragão, 18/05/2012



publicado por numadeletra às 22:11 | Link do post | Comentar | Ver comentários (7) | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
  

As Velas Ardem Até ao Fim - Sándor Márai.jpg

Não sei se li este livro no timing errado ou se, independentemente da altura em que o tivesse lido, a minha opinião se manteria. O certo é que não fiquei deslumbrada. Talvez tenha elevado demasiado a expectativa, quando decidi lê-lo.

"As velas ardem até ao fim", de Sándor Márai, chamou-me a atenção, pela primeira vez, há um par de meses. Foi amor à primeira vista: gostei do título, da sinopse, do ar clássico e o facto de ser a 23ª edição também ajudou muito.

Já tive algumas revelações interessantes com livros "finos", daqueles que se lêem num instante mas cujas recordações perduram. Este tem pouco mais de 150 páginas e pensei que pudesse vir a fazer parte do dito grupo. Agora não me parece...

O cerne da história até é interessante mas a narrativa não desencadeia a curiosidade e entusiasmo que merecia.

Os monólogos são extensos e tornam-se um pouco aborrecidos. Além disso, penso que o autor pecou por excesso de rodeios. Decorridos dois terços da história, não se sabe ao certo o que terá acontecido que levou 2 velhos amigos a afastarem-se durante 41 anos e o porquê de se reunirem passado todo esse tempo. É certo que são dadas algumas pistas mas nada de concreto, o que acaba por esmorecer o interesse despertado até meados do livro.

Mesmo assim, não posso dizer que seja mau. Está bem escrito e, de forma alguma o vou colocar no patamar dos livros que me fizeram perder tempo.

O que mais gostei foram algumas ideias que o autor desenvolveu durante os monólogos que mencionei acima. Tem frases bonitas e assertivas.

Dava-lhe 6, numa escala de 1 a 10.

Citação Blog_As velas ardem até ao fim_Sándor

  



publicado por numadeletra às 18:19 | Link do post | Comentar | Ver comentários (4) | Adicionar aos favoritos

Domingo, 13 de Maio de 2012
 

Capa O Sentido do Fim, de Julian Barnes.jpg

 

Quando terminei de ler “O Sentido do Fim”, de Julian Barnes, fiquei num modo de encantamento tal, que a sensação se prolongou por vários dias. O estado residual que só um bom livro consegue proporcionar e o qual creio que qualquer adepto de leitura busca.

Comecei-o durante uma viagem profissional, em meados de Janeiro, num voo até Bruxelas e a narrativa seduziu-me tão depressa que logo nas primeiras páginas fiquei rendida a ela. O apego foi tal que durante essa viagem mal consegui parar de ler. Foi como se, de repente, naquele avião, tudo à minha volta ficasse suspenso, inaudível, invisível e só existisse a incrível história que eu estava a descobrir no momento.

Os dias seguintes foram de trabalho, tão exigente que me deixou cansada e sem tempo nem energia para ler.  Ao chegar ao hotel só me apetecia descansar, aproveitando as poucas horas que o despertador me deixaria livres para dormir.

Não obstante, por diversas vezes pensei em "O Sentido do Fim", recordando o que tinha lido e sonhando com a próxima leitura.

Finalmente chegou o momento, no voo de regresso de Bruxelas a Lisboa e o cenário não foi muito diferente do da viagem inversa mas agora já sabia mais sobre Tony, Verónica, Margaret, Adrian, Mr. and Mrs. Ford e outras personagens. Não o suficiente para poder prever o desfecho da história, tão-pouco dos pequenos mistérios criados numa página e revelados duas ou três depois. É uma característica do livro, esta de deixar o leitor em constante dúvida.

Nos escassos e rápidos momentos seguintes à chegada a Lisboa, fui aproveitando quase obstinadamente para continuar a ler e quando o avião parou no aeroporto do Porto, assinalando assim o término da minha leitura desta viagem profissional, faltavam-me cerca de 30 páginas para chegar ao final. Continuava longe de o prever mas com a certeza de que não poderia deixar passar aquele dia sem descobrir tudo o que as últimas páginas teriam para revelar.

Já em casa, no final de um longo dia e de uma exigente semana do trabalho, lá estava eu, amarrada a esta tão cativante história e, desta vez, maravilhada com a genial forma que Julian Barnes utilizou para conseguir completar o puzzle perfeito das interrogações que foram levantadas durante toda a narrativa. Tudo, até ao mais ínfimo detalhe, se encaixou na perfeição. Nada foi precipitado ou forçado.

Foi, sem dúvida, uma excelente surpresa na entrada em 2012, este vencedor do “Man Booker Prize” de 2011.

Um livro pequeno mas muito marcante. Recomendo vivamente.

 

 



publicado por numadeletra às 20:30 | Link do post | Comentar | Ver comentários (9) | Adicionar aos favoritos

Sábado, 12 de Maio de 2012


publicado por numadeletra às 18:45 | Link do post | Comentar | Ver comentários (3) | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
 

1Q84 Vol. 1, de Haruki Murakami.jpg

 Pois é, na inauguração do “Numa de Letra” publiquei um video sobre o “1Q84” de Haruki Murakam, dei a entender que gostava mas não me alonguei... E, afinal, vocês não me conhecem (para já, pelo menos) nem “levantei o véu” naquela parte do blog intitulada “Ver Perfil”... Com o evoluir do blog vão-me conhecer melhor, prometo.

Para já, da trilogia “1Q84”, li o primeiro Livro. Foi entre Janeiro e Fevereiro deste ano e na Páscoa fui contemplada, pela madrinha, com o Livro 2.

Esta introdução em “1Q84” deixou-me com muita vontade de continuar – e acreditem que tenho de controlar os inúmeros impulsos que me assaltam, para não ir a correr pegar no Livro 2 – mas ainda não chegou a altura certa. Isto pode soar um pouco complexo ou até paradoxal mas o facto de ter sempre um livro de Haruki Murakami por ler, à minha espera, dá-me uma sensação de conforto e satisfação.

Quando leio Murakami, sei que o gozo e o deleite são garantidos.

Ao ouvir falar, pela primeira vez, em “1Q84”, ainda este não tinha sido lançado em Portugal, fiquei rendida ao título... Estava perante uma excitante analogia! Claro que eu ainda não sabia que a letra “Q”, em japonês se lê “9” mas o vínculo com a obra-prima de George Orwell é imediato, não fosse o nosso cérebro proceder à leitura das palvras dessa forma (estão a ver, omiti o “a”, em “palvras” e vocês, mesmo assim, souberam que me referia às “palavras”...). No meu caso, que adorei “1984” e é um dos livros mais marcantes que li, essa conexão de Murakami aliciou-me e suscitou-me uma tremenda curiosidade em conhecer a associação que Murakami fez.

A responsabilidade de Murakami era alta, ao fazer essa alusão mas, uma vez mais, o autor não desiludiu, confirmando a sua mestria

Aqui vai um exemplo, ora leiam este pequeno excerto: 

 

exerto1q84vol1.jpg

No Livro 1 de “1Q84” são dadas a conhecer as personagens principais: Aomame e Tengo, apresentadas intercaladamente nos capítulos. Sorri e pensei logo: “Este livro promete”, quando me apercebi desta particularidade e me lembrei de “Kafka à Beira-Mar”, em que assim é...

O primeiro capítulo, o de Aomame, ficou-me gravado na memória com algum rigor, facto que não é assim tão comum na maioria dos livros de outros autores... Até a música que serviu de fundo a esse capítulo – “Sinfonietta”, de Leos Janacek – ainda hoje tantas vezes me vem a memória. Tengo é a personagem abordada nos capítulos pares deste livro, o rapaz solitário típico das personagens dos livros de Haruki, característica que aprecio particularmente.

Nos primeiros capítulos confesso que senti uma maior simpatia pela história de Aomame mas quando os mistérios em torno de Fuka-Eri e o “Povo Pequeno” se começaram a afirmar, as personagens ficaram empatadas, no que diz respeito à minha preferência.

Não me vou alongar em palavras sobre a história... Leiam-na se puderem, porque tudo o que eu possa dizer fica sempre aquém do que a escrita de Haruki Murakami desencadeia em mim. Além disso, seria uma missão praticamente impossível, listar todas as citações, passagens, factos, pormenores, músicas, etc. que ainda hoje me fazem recordar, pensar e sonhar com “1Q84”... E com todos os outros livros que li de Haruki Murakami, mesmo que há alguns anos atrás e que recheiam as minhas deliciosas recordações, enaltecendo-me a alma.

 



publicado por numadeletra às 22:27 | Link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos

Por norma, o melhor é para o fim mas neste caso prefiro deixá-lo já no início.

Uma boa referência, para começar, a um autor que nunca me desilude... Pelo contrário!



publicado por numadeletra às 19:59 | Link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos

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